
De 8 a 10 de maio de 2025, mulheres indígenas de São Gabriel da Cachoeira e de diversas comunidades do Rio Negro se reuniram na Sala Dagoberto Lima Azevedo – SUEGU/ISA para participar da Oficina de Co-criação do Sistema de Monitoramento de Gênero da Cadeia do Artesanato Indígena no Rio Negro. A atividade foi organizada pelo Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN/FOIRN) e contou com a presença de artesãs, lideranças femininas, representantes de organizações indígenas e instituições parceiras.
O encontro teve como objetivo construir, de forma coletiva, um plano de monitoramento que permita avaliar os impactos dos processos de estruturação da cadeia de valor do artesanato indígena na vida das mulheres. O sistema pretende medir o grau de equidade de gênero, o fortalecimento do protagonismo feminino e os efeitos da renda gerada pela atividade artesanal na melhoria da qualidade de vida das mulheres e de suas famílias.
Durante os três dias, as participantes discutiram experiências, compartilharam desafios e propuseram indicadores para acompanhar a evolução da cadeia do artesanato no território. As trocas de saberes incluíram tanto aspectos econômicos e produtivos quanto questões culturais e políticas, ressaltando que o artesanato indígena é, ao mesmo tempo, fonte de renda, expressão de identidade e instrumento de fortalecimento das comunidades.
Para o DMIRN/FOIRN, a criação de um sistema de monitoramento com recorte de gênero é um passo essencial para garantir que o desenvolvimento da cadeia do artesanato seja inclusivo, valorizando o papel central das mulheres e assegurando que os benefícios cheguem de forma justa e equilibrada.
Ao final, ficou o compromisso de continuidade do trabalho em rede, para que o monitoramento se torne uma ferramenta viva e participativa, capaz de orientar políticas, ações e investimentos que fortaleçam as mulheres indígenas do Rio Negro.