
Entre os dias 7 e 11 de abril de 2025, Brasília foi, mais uma vez, palco da maior mobilização indígena do mundo! Foi nesse período que aconteceu a maior reunião dos povos originários do Brasil, o Acampamento Terra Livre (ATL) que acontece a mais de duas décadas. No ATL 2025, a delegação do Rio Negro, coordenada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), composto por lideranças jovens e mulheres, mais uma vez somou na luta e na defesa dos direitos indígenas.
Entre as lideranças da delegação do Rio Negro, mulheres indígenas das associações AMIARN (Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro), AMIPK (Associação das Mulheres Indígenas Potira Kapuamu) e AICBJ (Associação da Comunidade Indígena Bom Jesus) — da região da coordenadoria CAIBARNX marcaram presença. Com o tema “Apib somos nós – Em defesa da Constituição e da vida”, o ATL 2025 reuniu mais de sete mil lideranças indígenas de todas as regiões do país.
Foram dias intensos, tendo na programação atividades como plenárias, articulações políticas, falas potentes, trocas culturais e, principalmente, mobilizações em defesa dos direitos dos povos indígenas, duramente ameaçados por iniciativas legislativas como o Marco Temporal.
As mulheres do Alto Rio Negro reafirmaram, durante o evento, sua luta histórica pela demarcação da Terra Indígena Cuecué-Marabitanas, localizada na fronteira do Brasil com a Colômbia. A demarcação, aguardada há décadas, que é como fundamental para a proteção do território tradicional e da vida dos povos que ali vivem.
Marchando lado a lado com milhares de outros parentes, as representantes das associações levaram seus cantos, suas palavras e sua resistência às ruas de Brasília, carregando faixas, cocares, sementes e falas carregadas de memória e futuro.
A presença das mulheres do Rio Negro no ATL 2025 fortalece o compromisso coletivo com a defesa dos direitos indígenas, a garantia dos territórios e o enfrentamento das múltiplas violências que ainda marcam o cotidiano nas comunidades. Mais do que representar suas associações, elas representaram a continuidade de uma luta ancestral por justiça, dignidade e bem viver.